É em silêncio que a vida revela a sua beleza, a sua leveza, o seu som, o seu amor.
Hoje, ao abrir o baú das memórias, descobri que o real valor está em contemplar.
Despertar a cada amanhecer sem pressa, abrir a janela, observar o céu, enumerar as nuvens, perceber em seus suaves desenhos uma mensagem.
Sentir o ar, beijar o vento, se deliciar no calor do sol, no frescor da chuva, sentar sem pressa para sentir tudo ao redor.
Enquanto a mente contempla, o coração viaja, a alma desperta e revela ao corpo o sopro que nos traz paz.
O nosso maior tesouro é o que a gente carrega dentro, um toque, um som, uma imagem, um sabor, um sentir que ecoou pela eternidade.
A alma leva o que é leve, o que vibra e ecoa, o que toca sem encostar, o que vive sem razão.
É mágico deixar rastro sem ninguém saber, é maravilhoso sorrir ao perceber que, ao longe, o amor floresceu.
Com o tempo, a gente compreende que pouco importa a colheita quando o plantio é feito com amor.
As palavras voaram ao reviver o que pulsa, ao tocar o que vibra a cada dia em que a vida presenteia o nosso olhar.
Tânia Gorodniuk
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