A cada amanhecer, a gente escolhe o que comer, o que vestir, como andar, como falar...
A todo instante, a vida pede uma decisão.
No modo automático, tudo parece fluir, mas quando há algo inesperado, tudo paralisa, tornando-se difícil decidir.
A vida pede leveza, fluidez.
Inspire-se na força da água, flua, contorne os obstáculos e siga em frente.
Carregue o que te faz e deixe o que pesa.
O amor te deixa leve, fazendo a felicidade te abraçar e, quando percebe, ser é tão simples que a vida incrivelmente flui, sem pressa, sem tempo, no seu momento, do seu jeito.
Perdoar-se é reconhecer algo, é refletir sobre os atos em busca da evolução.
Aceitar que o outro não é você, não pensa e não age como você, muito menos entenderá suas razões, seus valores, suas dores, suas crenças, seus amores ou a sua fé.
Reconhecer-se como ser único, divino e digno da felicidade em sua missão.
Assimilar dentro de si mesmo os próprios limites, que todos temos qualidades e também defeitos, arestas a serem trabalhadas.
Não julgue, não questione, não delire.
O que você vê é apenas uma pequena parte de um todo, e este você levará muito tempo para enxergar, só o verá se estiver disposto a conhecer.
Ame sempre e entregue-se ao prazer do conhecimento.
Limpe, lave, perdoe Abra espaços Crie caminhos Para a felicidade chegar.
Somos todos aprendizes neste mundo passageiro.
O perdão é uma ação interna que gera clareza e leveza para caminhar.
Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.
A vida te ensina a cada dia a viver, construir, conquistar, mas ninguém te ensinou a ser, bancar o que sente, se orgulhar do que é, enaltecer a sua essência.
Todos somos humanos, com almas divinas distintas, únicas em seu caminhar.
Cada gosto, um sopro, Cada olhar, um horizonte, Cada refletir, uma ponte, Cada despertar, um novo caminho.
Não há certo ou errado para uma vida em construção,
A toda hora tudo se transforma e a cada toque a sua essência se ilumina.
Somos o que somos, o que viemos para ser, uma luz que ilumina, uma alma que vibra num corpo que reluz.
Cada um é um, e como ser único, aprende e ensina, agrega e compartilha, construindo um mundo melhor.
A cada olhar, uma nova reflexão, a cada toque, uma nova ação. A cada gesto, há um novo movimento em que sentidos e sentimentos são acionados para lembrarmos do que somos feitos. Por fora, uma dura armadura, mas por dentro uma maleável doçura que nos faz.
Quando olhar para o mundo, observe o profundo, o que está além, escrito nas entrelinhas. Quem vê um corpo enxerga a estrutura, mas quem sente uma alma percebe toda a trajetória para a sua construção.
Somos o que somos, perfeitos e imperfeitos, completos e incompletos, buscando manter o que somos em nossa essência.