Em um antigo mosteiro budista, um jovem monge questiona o mestre:
- Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.
- Pois viva como as flores! - advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? - perguntou o discípulo.
- Repare nas flores, continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas. É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para aborrecimento. Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.
A vida te ensina a cada dia a viver, construir, conquistar, mas ninguém te ensinou a ser, bancar o que sente, se orgulhar do que é, enaltecer a sua essência.
Todos somos humanos, com almas divinas distintas, únicas em seu caminhar.
Cada gosto, um sopro, Cada olhar, um horizonte, Cada refletir, uma ponte, Cada despertar, um novo caminho.
Não há certo ou errado para uma vida em construção,
A toda hora tudo se transforma e a cada toque a sua essência se ilumina.
Somos o que somos, o que viemos para ser, uma luz que ilumina, uma alma que vibra num corpo que reluz.
Cada um é um, e como ser único, aprende e ensina, agrega e compartilha, construindo um mundo melhor.
A cada olhar, uma nova reflexão, a cada toque, uma nova ação. A cada gesto, há um novo movimento em que sentidos e sentimentos são acionados para lembrarmos do que somos feitos. Por fora, uma dura armadura, mas por dentro uma maleável doçura que nos faz.
Quando olhar para o mundo, observe o profundo, o que está além, escrito nas entrelinhas. Quem vê um corpo enxerga a estrutura, mas quem sente uma alma percebe toda a trajetória para a sua construção.
Somos o que somos, perfeitos e imperfeitos, completos e incompletos, buscando manter o que somos em nossa essência.
Quanto mais o tempo passa
Mais seletiva a mente fica
Mais exigente torna-se o coração.
Enquanto tudo acontece em silêncio
A alma leve percorre serena
Em outra direção
Voa livre com o vento
Deixa a vida tocar
Deixa a brisa beijar
O Sol abraçar
Permite que o ar a leve para caminhar.
Quanto mais a gente aprende, entende que tudo passa
Que tudo um dia vai...
Compreende o valor dos sentidos
O tesouro que se encontra nos sentimentos.
Sutilmente descobre que a vida acontece nos detalhes
Floresce no olhar,
Transborda no sorriso
E explode no mais doce abraço.
Quanto mais o tempo passa
A gente descobre que o que importa
É o que nos faz florescer.
Mudar, Não apenas trocar uma peça, um objeto, um lugar... Mas uma forma de pensar, um jeito de olhar, sair de um ponto para o todo.
É preciso coragem para organizar por dentro, ter um olhar atento a tudo o que acontece.
O mundo apenas reflete o que há dentro de nós e vamos confessar, nós não designamos tempo para olhar com cuidado nossas reações, nossas emoções e nossos desejos.
É mais fácil ir no automático, deixar a vida acontecer do jeito que sempre foi, em linha reta, sem paradas ou curvas.
Quando foi a última vez que participou de um processo de mudança interna?
Mudar dá trabalho, mas traz um novo ar, revela oportunidades e transforma o sonho em realidade.
Para hoje, mude um ponto, mude um trajeto, mude um olhar, diversifique a rotina e transforme o seu dia.