domingo, 30 de julho de 2017

Uma história de fé e amor.



Uma história de fé e amor.

A sua, a minha, a dela, a Fé.

Uma das vezes que viajei para Ribeirão Preto resolvi conhecer a Catedral que fica no centro da cidade.

Fiquei olhando a decoração da igreja, o silêncio total lá dentro e observei algumas pessoas que estavam ali, umas entravam pediam e saiam, outras ficavam um pouco mais.

Mas uma coisa me chamou a atenção: a fé de cada uma delas. Estavam ali num momento de súplica, para um pedido importante. A gente se apega a algo para angariar forças e prosseguir.

Sou um livro aberto e não tenho vergonha de relatar as minhas experiências, mas em Ribeirão estava sozinha, num momento delicado, precisava de um tempo para colocar as idéias em ordem.  Fiquei refletindo... Senti que meu mundo se abriu e um abismo se formou. Sozinha ali, fiquei rezando e pedindo forças, as quais não possuía mais. Nesta hora percebi o quanto a gente necessita de algo para se agarrar e não escorregar morro abaixo. Você precisa de uma luz, um sinal, uma ajuda porque no momento suas emoções o cegam, você precisa de fé. 

Como sempre trago um aprendizado destas reflexões e destes momentos, aqui está mais uma:

Olhando as pessoas ali na catedral eu percebi algo que eu mesmo fazia errôneamente. A gente acha que é conhecedor da verdade. Que verdade? A verdade é relativa, é algo particular de cada um. Pra mim a minha religião é a melhor, para o outro não. Quem somos nós para tirar a fé daquele que se agarra nela pra viver? Foram apenas trinta minutos dentro da igreja mas o que eu vi foram anos de luta, lágrimas, amor, fé, gratidão, petição e garra para continuar vivendo. Vocês sabem o quanto a gente se sente impotente diante de uma situação difícil? Já imaginou se você não tivesse a fé?

Saí de Ribeirão agradecendo a Deus a oportunidade desta lição. Não é somente na religiosidade, mas no jeito de ser de cada um, cada um é feliz do seu jeito. Não tem certo ou errado, tem somente o seu jeito de ser e de viver.

Que cada um possa um dia perceber que o outro é somente o seu reflexo e respeitá-lo sempre.

Religiosidade é uma luz que nos guia, ilumina e alimenta.


Tânia Gorodniuk





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