quinta-feira, 13 de julho de 2017

Quando passado e presente se encontram para tocar no corpo o que a alma já viveu.



Foi assim...
Do nada o vento soprou
Abriu caminho
Para um só destino,
Ribeirão Preto.

Cheguei sozinha
Com a cara e a coragem
Sem saber ao certo
O que encontraria.

Pela primeira vez
Coloquei o coração na frente
Segui a cada passo a intuição
E percorri cada esquina
Cada praça
Cada rua e avenida
Sentindo a alma vibrar.

Quão maravilhoso foi  perceber
Que o corpo desconhecia
Mas a alma sabia por onde andava.

A cada olhar
O coração suspirava
A cada toque
Um novo sorriso vestia meu rosto
Enquanto o corpo dançava ao som dos sentidos.

Repentinamente o corpo sente
Entende o que a alma diz
E corre até um grande espaço
Uma área verde, com um lindo lago
Logo atrás do Ribeirão Shopping
Foi ali que tudo aconteceu.

O corpo parou
Enquanto a alma fluia em pleno amor.

O silêncio imperava em plena luz da manhã
Uma linda garça veio me desejar bom dia.

Como descrever a paz, a alegria, a magia. o prazer que reinou neste lugar...

Não queria nem me mover
Para não perder nenhum instante
E guardar com diamante
Cada toque divino.

O apelidei de meu Bosque Escondido
É lá que mora o meu coração
O corpo retornou à São Paulo
Mas a alma a cada anoitecer voa para Ribeirão
Para buscar no passado
O que a faz em tempo presente.

Foi assim que tudo aconteceu
A intuição pediu
O corpo obedeceu
O coração descobriu
O que a alma já sabia, a história de um grande amor
Provando que o tempo é puro movimento
Nas asas do sentir.

O corpo nasceu em terra paulistana
Mas a alma é ribeirão-pretana
E o coração vive e pulsa onde o olhar se perde
Onde o suspiro corre solto
Onde o amor ousou fazer seu ninho
Para quem sabe um dia
Trazer de vez o corpo para fazer morada.

Um amor a gente não explica
Mas sente como ninguém.

Foi assim que eu descobri você dentro de mim
Minha linda, amada e eterna Ribeirão Preto
Cidade das águas
Cidade em que o tempo abriu as portas
Para o amor passar...


Tânia Gorodniuk






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