quarta-feira, 20 de abril de 2016

Será que em desenho a "coisa pega"?

Imagem by Joaquín Salvador Lavado


Como educadora comportamental ainda me surpreendo ao deparar com textos repletos de palavrões, ofensas diretas, tanta raiva contida em poucas linhas.

Quando será que a "ficha vai cair"?

Será que em desenho a "coisa pega"?

Vamos na gíria para ver se assim a linguagem conecta.

Enquanto a cultura não mudar, NADA mudará.

Enquanto a educação não foi prioridade maior NADA acontece.

É gente gritando nos estabelecimentos, é gente gritando em palavras ofensivas na internet, seja qual mídia for, isto NÃO é para acontecer, NUNCA!

Vamos lá by Teletubbies "DE NOVO":

Tudo o que você posta, fala, pensa e age não diz apenas sobre o fato, diz MUITO mais sobre você. Entendeu?

Estar indignado, ok tudo bem. FAÇA ALGO! MEXA-SE!

Vá atrás reclame com a pessoa, nos órgãos competentes.

De que adianta gritar na internet quando na vida prática nada se faz?

Um exemplo básico: todo mundo algum dia comprou algo com a validade vencida, estragado, com problemas, quantos foram atrás, reclamaram até receber um outro novo?

Dá trabalho, ligar, mandar e-mail, esperar a troca, mas isto sim é o começo do exercício da cidadania.

Aplausos para aqueles que protestaram e fizeram valer a sua voz. Agora é preciso continuar, lembrar nas eleições quem faz e quem não faz.

Quantos aqui olham a vida do candidato antes de votar, o que ele já fez? O que ele fará é outra história.

Vejo posts no Linkedin sem pé nem cabeça, assuntos que não agregam nada, mas todo mundo comentando.

Quando a cultura do país vai mudar?

Quando a mentalidade, desculpe as palavras, mas não há outras, "bunda/peito/morte/sangue/ atentados/vida alheia vai parar de dar ibope?

Quem sabe quando a gente parar de falar, compartilhar, evidenciar.

Por este motivo falo tanto de amor, é ele o maior transformador, mas não dá ibope, não é?

Lamentável!

Como educadora tem horas que canso de falar ao vento, de mostrar o como, de perder meu tempo com quem não deseja escutar, aprender e ser.

Desculpem, mas não é o país que precisa mudar, é cada mente que precisa se abrir.

Como na tirinha da Mafalda é preciso sair do material, este o vento leva, mas o que a mente agrega é para sempre seu.



Tânia Gorodniuk

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