sábado, 21 de fevereiro de 2015

Fui pensar, refletir, sentir...



Fui pensar
Refletir o que sentia
Sentir o que via
Em vão entender a vida
O mundo
As pessoas
Tudo...

Confesso a minha limitação
A minha falta de sabedoria
Ainda há muito que aprender
Muito para viver
Por isso estou presa a um corpo
Até me libertar e virar ar.

Aonde foi parar a decência,
O respeito,
A sensatez,
A humildade,
A serenidade,
O amor?

Por onde ficou a magia do nascer,
A alegria do novo,
A vontade de seguir,
O mistério de descobrir,
O desejo de vencer,
A fome maior de amor?

Onde a gente parou e deixou nossa essência?

Quando foi que a gente permitiu se calar?

Por que motivo deixamos de querer, sonhar?

Tem horas que me sinto um ponto na imensidão
Que grita em vão
Que sente sozinha
Que vibra quase sem som.

Quando será a hora de acordar?

Quando for a hora da passagem?
Aquela que a gente vê uma luz e fim?

Será que é preciso ser assim?

Desculpe,
Ando cansada
De mundo sem vida
Gente sem amor
Que reclama e reclama
Porque reclamar não requer ação para mudar
E assim é mais fácil viver
Sem ser,
Sem amar,
Sem viver...

Quero a incerteza do amanhã
Quero a surpresa do agora
Quero o amor louco
Que sente, vibra e age sem se preocupar
Quero o meu ar
Quero deixar de ser ponto
Para ser traço
Que une ponto a ponto e forma um laço
Um elo
Entre corações.

Voei demais
Por sentir o que via diferente
Do que há dentro de mim.



Tânia Gorodniuk



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